Desemprego

O estado está a fazer um esforço perfeitamente identificado para diminuir o desemprego.

Anúncios

Empreendorismo e criação de emprego.

A propósito da notícia saída no público sobre a falência do projecto Parque Alqueva, nada conheço sobre a viabilidade e virtudes do projecto, mas parece-me que seria melhor o estado e banca investir (mesmo que arriscando alguma coisa) em projectos que vão criar emprego em Abrantes ou no Alentejo, do que investir em submarinos, pontes, estradas, etc.
Numa altura de tanto desemprego, não seria de arriscar um pouco e dar uma mão a quem está a tentar criar empregos, exportar produtos e serviços, atraindo dessa forma riqueza para o país? Não conheço o Sr. Roquete nem o seu mérito como gestor, mas parece-me que ele tem projectos de sucesso que criou por sí próprio.

Não tem mais mérito estes empresários do que os outros que são puros especuladores financeiros e que não criam emprego e só criam riqueza para eles próprios?

Nos últimos dias saíram algumas notícias preocupantes: projectos que estavam em fase de arranque, já não vão sair do papel ou se já estavam em actividade são fechados. Alguns exemplos: a fábrica de painéis solares de Abrantes, o Parque Alqueva ou o caso do empreendimento turístico de Alcobaça que foi fechado pela ASAE.

Mais uma vez repito, não conheço as pessoas, nem os projectos. Se de facto não tem viabilidade ou prestam um mau serviço, que acabem. Mas preocupa-me que haja critérios políticos ou excesso de zelo em decisões que vão inviabilizar postos de trabalho já criados ou a criar no futuro.  Claro que, para os tecnocratas, é mais fácil fazer cumprir regulamentos de forma cega do que pensar que naqueles empregos que se iriam manter ou criar. Porque depois o desemprego, os subsídios de desemprego, a desertificação do interior, a pobreza, etc são preocupação de outros, não deles.

O verdadeiro socialismo

Irina Shayk

Irina Shayk

Descobri há pouco tempo o blogue do correspondente do jornal Público na Rússia (José Milhazes). Na última crónica, o autor escreve  acerca da emancipação das mulheres na Ex-União Soviética, por alturas da Revolução de 1918.
É impossível não ficarmos sensibilizados com a determinação dos revolucionários em mudar a escandalosa situação de desigualdade social, imposta às mulheres russas até essa altura. Para tal decretam que:

« 1.  A partir de 1 de Janeiro de 1918 é abolida a posse constante das mulheres entre os 17 e os 32 anos …

2. Os anteriores proprietários (maridos) conservam o direito de utilização extraordinária da sua esposa…

3. Todas as mulheres abrangidas por este decreto deixam de ser propriedade privada e são propriedade de toda a classe trabalhadora. (…)

8. Cada homem que deseje utilizar um exemplar do património popular deve apresentar uma declaração sobre a sua pertença à classe trabalhadora, passada pelo comité operário da fábrica ou pelo sindicato. »

Isto sim, é o verdadeiro socialismo: todos os bens devem ser propriedade de todos e utilizados por todos. Considero particularmente interessantes os artigos nº 2 e nº 8.

Nota: apesar da tentativa de ironia, não sei se vou ter muitas leitoras no meu blogue. Começa bem isto…

P.S: à falta de melhor ideia para ilustrar o meu primeiro post, coloquei uma foto da namorada do Ronaldo. Porquê? Porque é russa e é mulher … parece-me óbvio… tem tudo a ver com o conteúdo do post … foi só por isso.