Empreendorismo e criação de emprego.

A propósito da notícia saída no público sobre a falência do projecto Parque Alqueva, nada conheço sobre a viabilidade e virtudes do projecto, mas parece-me que seria melhor o estado e banca investir (mesmo que arriscando alguma coisa) em projectos que vão criar emprego em Abrantes ou no Alentejo, do que investir em submarinos, pontes, estradas, etc.
Numa altura de tanto desemprego, não seria de arriscar um pouco e dar uma mão a quem está a tentar criar empregos, exportar produtos e serviços, atraindo dessa forma riqueza para o país? Não conheço o Sr. Roquete nem o seu mérito como gestor, mas parece-me que ele tem projectos de sucesso que criou por sí próprio.

Não tem mais mérito estes empresários do que os outros que são puros especuladores financeiros e que não criam emprego e só criam riqueza para eles próprios?

Nos últimos dias saíram algumas notícias preocupantes: projectos que estavam em fase de arranque, já não vão sair do papel ou se já estavam em actividade são fechados. Alguns exemplos: a fábrica de painéis solares de Abrantes, o Parque Alqueva ou o caso do empreendimento turístico de Alcobaça que foi fechado pela ASAE.

Mais uma vez repito, não conheço as pessoas, nem os projectos. Se de facto não tem viabilidade ou prestam um mau serviço, que acabem. Mas preocupa-me que haja critérios políticos ou excesso de zelo em decisões que vão inviabilizar postos de trabalho já criados ou a criar no futuro.  Claro que, para os tecnocratas, é mais fácil fazer cumprir regulamentos de forma cega do que pensar que naqueles empregos que se iriam manter ou criar. Porque depois o desemprego, os subsídios de desemprego, a desertificação do interior, a pobreza, etc são preocupação de outros, não deles.